Três tipos de máscara de CPAP lado a lado: almofada nasal, máscara nasal e máscara oronasal

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Como escolher a máscara de CPAP: nasal, almofada nasal ou oronasal

A máscara faz muita diferença no conforto e no resultado do CPAP. Conheça os três tipos principais e entenda por que, para a maioria das pessoas, a escolha começa pelas máscaras nasais.

5 min de leituraPor Sonofisio

Existem três tipos principais de máscara de CPAP: a nasal, que cobre o nariz; a de almofada nasal, que se apoia na entrada das narinas; e a oronasal, que cobre nariz e boca. Para a maioria das pessoas, as recomendações apontam a máscara nasal como primeira opção, deixando a oronasal para quem respira pela boca durante o sono. A escolha final depende do seu rosto, da sua respiração e do seu conforto.

A máscara não é um detalhe. Ela influencia a vedação, o conforto, a pressão necessária e até o tempo que você consegue usar o aparelho por noite. Abaixo, explicamos cada tipo, o que os estudos mostram e os pontos práticos que ajudam na decisão.

Os três tipos principais

  • Máscara nasal: cobre o nariz e fica apoiada sobre ele. Deixa a boca livre.
  • Almofada nasal (pillow): pequenas almofadas encaixam na entrada das narinas. Toca menos o rosto e não se apoia na ponte do nariz.
  • Oronasal (facial): cobre nariz e boca ao mesmo tempo. É usada principalmente por quem respira pela boca dormindo.

Dentro de cada tipo existem vários modelos e tamanhos. Por isso, duas pessoas com o mesmo tipo de máscara podem ter experiências bem diferentes.

O que dizem os estudos

Uma meta-análise feita por pesquisadores da USP reuniu 13 estudos com mais de 4.500 pacientes e comparou máscaras nasais e oronasais. Em média, a oronasal precisou de uma pressão mais alta (cerca de 1,5 cmH2O a mais), deixou mais eventos de apneia residuais e teve uso menor, de aproximadamente 48 minutos a menos por noite.

Em um estudo australiano, pacientes testaram por quatro semanas cada uma destas opções: máscara nasal, nasal com queixeira e oronasal. O tempo de uso foi parecido, mas a apneia residual foi maior com a oronasal. Os participantes relataram mais conforto e melhor sono com as nasais, e a maioria preferiu a máscara nasal.

Uma revisão sistemática sobre vazamentos também encontrou mais vazamento não intencional com máscaras oronasais. Já sobre a almofada nasal, uma revisão brasileira não encontrou evidência consistente de que ela mude a eficácia ou a adesão em relação à máscara nasal.

Com base nesse conjunto de dados, um relatório oficial da American Thoracic Society (ATS) concluiu que o CPAP nasal deve ser a opção inicial para a maioria dos pacientes. O mesmo relatório reconhece que a oronasal pode funcionar bem para muitas pessoas.

Para a maioria das pessoas, a escolha começa pela máscara nasal ou de almofada nasal. A oronasal fica para quem realmente respira pela boca durante o sono.

Quando a oronasal faz sentido

A máscara oronasal costuma ser considerada nestas situações, sempre com avaliação:

  • Quando se observa que a pessoa respira pela boca durante o sono (e não apenas quando ela acha que respira).
  • Quando o vazamento pela boca continua sendo a principal queixa, mesmo com outros ajustes, como a queixeira.
  • Quando há obstrução nasal importante, situação em que o relatório da ATS cita como alternativas tratar o nariz ou testar a máscara oronasal.

Como a oronasal pode exigir pressão maior, a troca de uma máscara nasal para uma oronasal deve ser acompanhada de perto. Qualquer mudança de pressão é decisão do médico.

O tamanho importa tanto quanto o tipo

Escolher o tipo certo é só metade do caminho. A máscara precisa ter o tamanho certo para vedar sem vazar, e as tiras não devem ficar nem frouxas nem apertadas. O MedlinePlus orienta pedir ajuda ao profissional para escolher uma máscara que se encaixe bem.

A revisão sobre vazamentos também aponta fatores que podem aumentar o risco de vazamento, como nariz obstruído, idade mais avançada e peso mais alto. Nesses casos, a escolha e o ajuste merecem ainda mais atenção.

Outros pontos que pesam na escolha

  • Marcas na ponte do nariz: modelos que ficam ao redor ou na entrada das narinas evitam esse ponto de apoio.
  • Sensação de estar preso: máscaras menores e mais leves podem ser mais toleráveis para quem se sente sufocado.
  • Boca seca: pode indicar respiração pela boca e merece avaliação antes de trocar de tipo. Veja o texto sobre boca seca com CPAP.
  • Pele sensível: existem opções com silicone diferenciado e antialérgico.
  • Teste com o ar ligado: a ATS recomenda experimentar a máscara com o aparelho funcionando e verificar qualquer vazamento, por menor que pareça.
  • Participação de quem dorme com você: o parceiro ou a parceira ajuda a perceber vazamentos e boca aberta durante a noite.

Também é importante ter expectativas realistas: segundo a ATS, pode ser preciso mais de uma tentativa até encontrar a máscara certa. Se a sua máscara atual está incomodando, veja o que fazer no texto sobre máscara de CPAP machucando o rosto.

Como funciona a escolha com a Sonofisio

A Sonofisio trabalha com máscaras de CPAP de vários formatos e tamanhos, das marcas ResMed, Philips Respironics, Fisher & Paykel e Yuwell, e ajuda o paciente a escolher. A indicação do tipo e do tamanho pode ser feita presencialmente, por videochamada ou a partir de uma foto do rosto.

Quem aluga ou compra o CPAP com a empresa recebe, sem custo, o acompanhamento de adaptação com fisioterapeuta, que inclui ensinar a colocar e ajustar a máscara e fazer ajustes quando necessário.

Antes da máscara, o diagnóstico

Para alugar ou comprar um CPAP, é preciso ter o diagnóstico de apneia do sono por exame e a indicação médica. Se você ainda não fez o exame, a polissonografia domiciliar permite fazê-lo dormindo na sua própria cama. Com o laudo e a indicação em mãos, você pode decidir entre alugar ou comprar o CPAP e definir a máscara junto com a equipe.

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Referências

  1. Genta PR, Kaminska M, Edwards BA, Ebben MR, Krieger AC, Tamisier R, et al. The Importance of Mask Selection on Continuous Positive Airway Pressure Outcomes for Obstructive Sleep Apnea. An Official American Thoracic Society Workshop Report. Ann Am Thorac Soc. 2020;17(10):1177-1185. doi.org/10.1513/AnnalsATS.202007-864ST
  2. Andrade RGS, Viana FM, Nascimento JA, Drager LF, Moffa A, Brunoni AR, et al. Nasal vs Oronasal CPAP for OSA Treatment: A Meta-Analysis. Chest. 2018;153(3):665-674. doi.org/10.1016/j.chest.2017.10.044
  3. Rowland S, Aiyappan V, Hennessy C, Catcheside P, Chai-Coezter CL, McEvoy RD, et al. Comparing the Efficacy, Mask Leak, Patient Adherence, and Patient Preference of Three Different CPAP Interfaces to Treat Moderate-Severe Obstructive Sleep Apnea. J Clin Sleep Med. 2018;14(1):101-108. doi.org/10.5664/jcsm.6892
  4. Andrade RG, Piccin VS, Nascimento JA, Viana FM, Genta PR, Lorenzi-Filho G. Impact of the type of mask on the effectiveness of and adherence to continuous positive airway pressure treatment for obstructive sleep apnea. J Bras Pneumol. 2014;40(6):658-668. doi.org/10.1590/S1806-37132014000600010
  5. Lebret M, Martinot JB, Arnol N, Zerillo D, Tamisier R, Pepin JL, et al. Factors Contributing to Unintentional Leak During CPAP Treatment: A Systematic Review. Chest. 2017;151(3):707-719. doi.org/10.1016/j.chest.2016.11.049
  6. MedlinePlus, U.S. National Library of Medicine. Positive airway pressure treatment. Revisado em 2025. medlineplus.gov/ency/article/001916.htm

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta: o diagnóstico e a indicação de tratamento são feitos pelo médico.

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Ft. Ana Cláudia Matos e Faria, fisioterapeuta e fundadora da Sonofisio, de jaleco e braços cruzados

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