Kit do exame do sono em casa sobre a cama: gravador portátil, cinta de tórax, cânula nasal e sensor de dedo

Diagnóstico

Polissonografia domiciliar em São José dos Campos: como é o exame em casa

O exame do sono em casa registra a respiração e a oxigenação durante a noite, na sua própria cama. Veja como funciona, para quem é indicado e quais são os limites.

5 min de leituraPor Sonofisio

A polissonografia domiciliar é um exame do sono feito na sua própria cama, com um aparelho portátil. Em São José dos Campos, a Sonofisio realiza a versão chamada tipo 3: você recebe orientação para colocar os sensores, dorme em casa normalmente e devolve o equipamento no dia seguinte. O registro da noite é analisado e o laudo é feito por médico.

O exame é usado principalmente para investigar a apneia obstrutiva do sono, quando a respiração para ou fica muito fraca várias vezes durante a noite. Abaixo, explicamos quem costuma fazer o exame em casa, como é a noite do registro e o que ele consegue (e não consegue) mostrar.

O que o exame registra

O aparelho usado nesse exame é o ApneaLink Air, da ResMed. Ele registra até cinco canais de informação durante o sono:

  • Fluxo nasal: a passagem de ar pelo nariz, captada por uma cânula fina.
  • Esforço respiratório: o movimento do tórax, captado por uma cinta no peito.
  • Saturação de oxigênio: a oxigenação do sangue, medida por um sensor no dedo.
  • Pulso: a frequência cardíaca, pelo mesmo sensor do dedo.
  • Ronco: as vibrações do ronco, percebidas pela cânula.

Com esses sinais, o médico consegue ver quantas vezes por hora a respiração parou ou diminuiu e quanto a oxigenação caiu nesses momentos. É isso que ajuda a confirmar ou afastar a apneia e a estimar a gravidade.

Quem costuma fazer o exame em casa

A diretriz da Academia Americana de Medicina do Sono (AASM) indica o teste domiciliar para adultos sem complicações clínicas importantes e com sinais de risco aumentado de apneia moderada a grave. Entre esses sinais, a diretriz cita a sonolência excessiva durante o dia somada a pelo menos dois destes:

  • ronco alto e frequente;
  • pausas na respiração, engasgos ou sufocamento percebidos por quem dorme junto;
  • pressão alta já diagnosticada.

Se você se reconhece nessa lista, vale conversar com o seu médico. O artigo sobre sintomas de apneia do sono ajuda a organizar o que contar na consulta. Quem pede o exame é sempre o médico: ele avalia a história completa antes de decidir pelo teste em casa ou no laboratório.

Quando o laboratório é a melhor escolha

O exame em casa não é indicado para todo mundo. As diretrizes da AASM e o consenso da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) recomendam a polissonografia completa no laboratório em situações como:

  • doença cardíaca ou pulmonar importante, como insuficiência cardíaca ou DPOC;
  • doenças neuromusculares que possam enfraquecer a musculatura da respiração;
  • suspeita de hipoventilação (respiração insuficiente) acordado ou durante o sono;
  • uso contínuo de remédios opioides;
  • história de AVC;
  • insônia grave;
  • suspeita de outro distúrbio do sono que não seja respiratório.
O exame em casa ajuda muita gente, mas não serve para todos os casos. A escolha entre casa e laboratório é sempre médica.

Como é a noite do exame, passo a passo

  • Pedido médico: o exame começa com a solicitação do seu médico.
  • Orientação: você aprende a colocar a cinta no peito, a cânula no nariz e o sensor no dedo. É simples e não dói.
  • Hora de dormir: deite no seu horário de costume, na sua cama, e siga a rotina habitual.
  • Durante a noite: se acordar para ir ao banheiro, tudo bem. Ao voltar, confira se a cânula e o sensor do dedo continuam no lugar.
  • De manhã: retire os sensores e devolva o equipamento no dia seguinte.
  • Laudo: o registro é analisado e o laudo é feito por médico.
  • Retorno: leve o laudo ao médico que pediu o exame. É ele quem define o diagnóstico e o tratamento.

A diretriz da AASM considera tecnicamente adequado o registro com pelo menos 4 horas de dados bons de fluxo de ar e oxigenação. Por isso vale caprichar na colocação dos sensores e dormir no período em que você normalmente dorme. Não mude remédios por conta própria para o exame: qualquer ajuste deve ser combinado com o seu médico.

Os limites do exame em casa

O teste domiciliar tipo 3 não registra as ondas cerebrais. Por isso, ele não sabe exatamente quando você estava dormindo ou acordado e calcula os eventos pelo tempo total de gravação. O resultado é que o exame pode subestimar a apneia, ou seja, mostrar um número menor que o real.

O consenso da SBPT lembra que essa diferença pesa mais na apneia leve e em pessoas cujos eventos respiratórios causam pouca queda de oxigênio, como pessoas mais jovens, mulheres e pessoas com peso normal. Por isso, quando o teste em casa vem negativo, inconclusivo ou com falha técnica, e a suspeita continua, a diretriz recomenda fazer a polissonografia no laboratório, e não repetir o teste em casa.

Para entender melhor as diferenças entre os tipos de exame, leia polissonografia tipo 3: o que o exame mede e quais são os limites.

Depois do laudo: e o CPAP?

Se o laudo confirmar a apneia, o médico vai indicar o tratamento mais adequado ao seu caso. Quando a indicação é o CPAP, é preciso ter o diagnóstico pela polissonografia e a prescrição médica antes de comprar ou alugar o aparelho.

Muita gente fica em dúvida entre as duas opções. A locação costuma servir para quem quer testar a adaptação antes ou não quer se preocupar com manutenção. A compra faz mais sentido para quem já tem a pressão definida e conhece o equipamento. O artigo alugar ou comprar CPAP detalha essa escolha.

Atendimento em São José dos Campos e região

A Sonofisio atende desde 2011, com sede na Vila Adyana, em São José dos Campos, e também atende o Vale do Paraíba, a região Bragantina, o Litoral Norte e Guaratinguetá. A equipe interdisciplinar reúne fisioterapeuta, nutricionista e fonoaudióloga.

Para quem segue para o tratamento com aparelho alugado ou comprado na empresa, o acompanhamento da adaptação com fisioterapeuta é oferecido sem custo: orientação sobre o uso do aparelho e da máscara, ajustes quando necessário e, em muitos aparelhos, acompanhamento dos dados de uso à distância.

Serviço relacionadoPolissonografia domiciliar

Referências

  1. Kapur VK, Auckley DH, Chowdhuri S, et al. Clinical Practice Guideline for Diagnostic Testing for Adult Obstructive Sleep Apnea: An American Academy of Sleep Medicine Clinical Practice Guideline. J Clin Sleep Med. 2017;13(3):479-504. doi.org/10.5664/jcsm.6506
  2. Rosen IM, Kirsch DB, Carden KA, et al. Clinical Use of a Home Sleep Apnea Test: An Updated American Academy of Sleep Medicine Position Statement. J Clin Sleep Med. 2018;14(12):2075-2077. doi.org/10.5664/jcsm.7540
  3. Duarte RLM, Togeiro SMGP, Palombini LO, et al. Brazilian Thoracic Association Consensus on Sleep-disordered Breathing. J Bras Pneumol. 2022;48(4):e20220106. doi.org/10.36416/1806-3756/e20220106
  4. National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI/NIH). Sleep Studies. www.nhlbi.nih.gov/health/sleep-studies

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta: o diagnóstico e a indicação de tratamento são feitos pelo médico.

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Ft. Ana Cláudia Matos e Faria, fisioterapeuta e fundadora da Sonofisio, de jaleco e braços cruzados

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