Kit do exame do sono em casa sobre o criado-mudo, à noite, com o gravador, a cinta e a cânula nasal

Diagnóstico

Polissonografia domiciliar na região Bragantina: quando o exame em casa é indicado

O exame do sono em casa é uma boa opção para muitos adultos com suspeita de apneia, mas tem indicação certa. Entenda os critérios das diretrizes e como é o atendimento na região Bragantina.

5 min de leituraPor Sonofisio

A polissonografia domiciliar é indicada, principalmente, para adultos com forte suspeita de apneia obstrutiva do sono moderada ou grave e sem outras doenças importantes que atrapalhem a leitura do exame. Na região Bragantina, a Sonofisio realiza esse exame do tipo 3: você é orientado a colocar os sensores, dorme em casa e devolve o aparelho no dia seguinte.

Quem decide se o exame em casa serve para você é o médico. Mas entender os critérios ajuda a chegar à consulta mais preparado e a saber o que esperar do resultado.

Por que o exame em casa ganhou espaço

A polissonografia completa, feita em laboratório com acompanhamento de técnico durante a noite, é considerada o exame de referência para diagnosticar a apneia. O consenso da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) lembra, porém, que ela exige estrutura especializada, tem custo mais alto e não está disponível em todo lugar.

O teste domiciliar surgiu como alternativa para os casos certos. Ele registra a respiração, o esforço para respirar e a oxigenação na sua própria cama, sem deslocamento à noite e sem dormir em ambiente estranho.

Quando o exame em casa é indicado

A diretriz de 2017 da Academia Americana de Medicina do Sono (AASM), também citada pelo consenso brasileiro, recomenda o teste domiciliar para adultos sem complicações clínicas e com sinais de risco aumentado de apneia moderada a grave. Segundo a diretriz, esse risco aparece quando há sonolência excessiva durante o dia e pelo menos dois destes sinais:

  • ronco alto e frequente;
  • pausas na respiração, engasgos ou sufocamento durante o sono, notados por outra pessoa;
  • pressão alta já diagnosticada.

Se o ronco é o que mais chama atenção em casa, o artigo ronco e apneia do sono explica quando ele merece investigação. E a lista de sintomas de apneia do sono ajuda a reconhecer outros sinais que vale contar ao médico.

As orientações da AASM também citam que o teste portátil pode ser considerado quando a polissonografia no laboratório não é possível, por exemplo por dificuldade de locomoção ou por questões de segurança.

Quando o laboratório é a melhor escolha

Em algumas situações, o aparelho portátil não registra o suficiente para uma conclusão segura, ou existe risco de outros tipos de distúrbio respiratório. Nesses casos, as diretrizes recomendam a polissonografia completa no laboratório:

  • doença cardíaca ou pulmonar importante, como insuficiência cardíaca ou DPOC;
  • doença neuromuscular que possa enfraquecer a respiração;
  • suspeita de hipoventilação, acordado ou dormindo;
  • uso contínuo de remédios opioides;
  • história de AVC;
  • insônia grave;
  • suspeita de outro distúrbio do sono que não seja respiratório;
  • situações em casa ou pessoais que impeçam um registro de boa qualidade.

A AASM também deixa claro que o teste domiciliar não serve para rastrear pessoas sem sintomas. Ele é um exame médico, pedido para investigar uma suspeita concreta.

Exame em casa é para a pessoa certa: adulto com sintomas claros de apneia e sem doenças que confundam o resultado.

O que levar para a consulta

Como a escolha entre casa e laboratório depende da sua história, algumas informações ajudam o médico a decidir:

  • como é o seu sono e o seu cansaço durante o dia;
  • o que a pessoa que dorme com você percebe: ronco, pausas, engasgos;
  • doenças que você já tem, principalmente do coração, dos pulmões ou neurológicas;
  • a lista dos remédios que você usa, inclusive para dor e para dormir;
  • se já teve AVC ou se tem dificuldade importante para dormir.

Como funciona o exame em casa

O aparelho usado é o ApneaLink Air, da ResMed, que registra até cinco canais: esforço respiratório, pulso, saturação de oxigênio, fluxo nasal e ronco. Na prática, são uma cinta no peito, uma cânula fina no nariz e um sensor no dedo.

  • Você recebe orientação para colocar os sensores sozinho, em casa.
  • Dorme no seu horário de costume, na sua cama.
  • No dia seguinte, devolve o equipamento.
  • O registro é analisado e o laudo é feito por médico.
  • Você leva o laudo ao médico que pediu o exame, que define o diagnóstico e o tratamento.

Mais detalhes estão na página de polissonografia domiciliar e no artigo sobre a polissonografia tipo 3.

E se o resultado vier normal?

O teste em casa não mede as ondas cerebrais, então não sabe exatamente quanto tempo você dormiu. Ele calcula os eventos pelo tempo total de gravação, e isso pode fazer o resultado subestimar a apneia. O consenso da SBPT aponta que essa diferença pesa mais na apneia leve e em quem tem eventos com pouca queda de oxigênio, como pessoas jovens, mulheres e pessoas com peso normal.

Por isso, quando o exame em casa vem negativo, inconclusivo ou com falha técnica, e os sintomas continuam, a diretriz da AASM recomenda seguir para a polissonografia no laboratório. Um resultado normal não encerra a investigação se o seu médico ainda suspeita de apneia.

Depois do diagnóstico

Se o médico indicar CPAP, o diagnóstico pela polissonografia e a prescrição médica são necessários para comprar ou alugar o aparelho. A Sonofisio trabalha com venda e locação de CPAP e BIPAP e com máscaras de vários formatos e tamanhos.

Para quem mora fora de São José dos Campos, parte do acompanhamento pode ser feita à distância: em muitos aparelhos, a fisioterapeuta acessa os dados de uso remotamente, faz videochamada para orientar e consegue indicar o tipo e o tamanho da máscara por vídeo ou por foto do rosto.

Serviço relacionadoPolissonografia domiciliar

Referências

  1. Kapur VK, Auckley DH, Chowdhuri S, et al. Clinical Practice Guideline for Diagnostic Testing for Adult Obstructive Sleep Apnea: An American Academy of Sleep Medicine Clinical Practice Guideline. J Clin Sleep Med. 2017;13(3):479-504. doi.org/10.5664/jcsm.6506
  2. Collop NA, Anderson WM, Boehlecke B, et al. Clinical guidelines for the use of unattended portable monitors in the diagnosis of obstructive sleep apnea in adult patients. J Clin Sleep Med. 2007;3(7):737-747. doi.org/10.5664/jcsm.27032
  3. Rosen IM, Kirsch DB, Carden KA, et al. Clinical Use of a Home Sleep Apnea Test: An Updated American Academy of Sleep Medicine Position Statement. J Clin Sleep Med. 2018;14(12):2075-2077. doi.org/10.5664/jcsm.7540
  4. Duarte RLM, Togeiro SMGP, Palombini LO, et al. Brazilian Thoracic Association Consensus on Sleep-disordered Breathing. J Bras Pneumol. 2022;48(4):e20220106. doi.org/10.36416/1806-3756/e20220106

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta: o diagnóstico e a indicação de tratamento são feitos pelo médico.

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Ft. Ana Cláudia Matos e Faria, fisioterapeuta e fundadora da Sonofisio, de jaleco e braços cruzados

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